Home Palavra do Presidente Sindicatos Filiados Fale Conosco
a
a

facebook  slideshare  twitter  youtube  

 

 

 

 

 

Você é nosso
visitante nº.:

ENAEX 2015 DISCUTE O IMPACTO DAS BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS

 


No dia 19/08/2015 no Centro de Convenções Sulamerica, na cidade do Rio de Janeiro, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), realizou o lançamento oficial do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2015). Considerado o mais importante evento sobre comércio exterior do Brasil, em sua 34ª edição, o Enaex 2015 terá como tema central a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
Além disso, essa edição marca os 45 anos da AEB. O evento conta com o apoio institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).



Em 20/08/2015, segundo dia de debates do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2015), “barreiras não tarifárias (BNTs)” e “logística portuária” foram dois importantes temas discutidos. As barreiras não tarifárias impactam diretamente os fluxos de produtos no comércio internacional. Os países reduziram as tarifas cobradas sobre as importações, mas passaram a exigir padrões técnicos, tecnológicos, sanitários e fitossanitários mais rigorosos, causando dificuldade para as exportações. O assunto foi abordado por Anamélia Seyffarth, secretária Executiva da Camex, e Vera Thorstensen, presidente do Comitê Brasileiro de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC) do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), durante o Enaex 2015.
Segundo Anamélia, as barreiras não tarifárias podem ser medidas legítimas, mas, muitas vezes, não são justificadas, gerando obstáculos para o comércio exterior. “Nos últimos cinco anos os estoques de BNTs triplicou nos países do G20. Por isso, o assunto deve merecer muita atenção do governo brasileiro”, afirmou.
O governo precisa conhecer essas barreiras para verificar se há a necessidade de o exportador se adequar ou se é uma medida protecionista, em que haverá necessidade de o Brasil solicitar intervenção da OMC. De qualquer forma, segundo Anamélia, é preciso haver uma convergência regulatória, de modo a se buscar harmonização de regras entre os países.
“O mundo não está mais preocupado com tarifas, e sim com barreiras regulatórias; e estas vêm sendo usadas claramente para proteger o mercado dos ricos contra os pobres. O Brasil tem que brigar na OMC”, disse Vera Thorstensen.

Participaram também dos debates – que tiveram como moderadora a diretora da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) Josefina Guedes – Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Lytha Spindola, presidente da Funcex.

Gargalos da logística portuária
Os caminhos para avançar na logística de transportes também foram foco dos debates de painel do Enaex. E um dos grandes gargalos para o setor de comércio exterior brasileiro é a questão da logística, que provoca altos custos para os exportadores. O assunto foi abordado no painel Logística portuária e de transportes: Caminhos para avançar.
O tema foi tratado por Mário Povia, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Clóvis Lascosque, da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), e Marco Polo de Mello Lopes, presidente Executivo do Instituto Aço Brasil e diretor da AEB. A moderação dos debates ficou a cargo do diretor da AEB Aluisio Sobreira.
Mário Povia citou o Programa de Investimentos em Logística com um bom exemplo do planejamento de políticas e ações para melhorar a infraestrutura dos portos. "O Brasil vive, hoje, um cenário mais favorável do ponto de vista do planejamento", afirmou. Para ele, ainda há muito o que fazer, porém ressaltou a melhora no desempenho setorial, destacando que o Porto de Santos atingiu a carga recorde de 10 milhões de toneladas de cargas em maio deste ano, batendo o recorde: o volume foi 13,7% maior que em 2014. Povia salientou também os investimentos de R$ 1 bilhão do Grupo Libra no Porto do Rio, além de operações no Porto de Vitória. "Nós temos desafios a enfrentar, mas não podemos deixar de ressaltar que estamos avançando; fazemos mais do que transbordos, como em portos europeus", frisou.
Já Marco Polo de Mello Lopes não se mostrou tão otimista. Ele explicou que o segmento que representa – um dos principais da pauta das exportações – vem perdendo mercado sistematicamente nos últimos anos. "Essa queda está muito bem diagnosticada: perda de competitividade, carga tributária elevada, câmbio, as questões sistemáticas conhecidas. O setor está mobilizado, pensando em ações que devem ter resultado a médio e longo prazos", afirmou.
Clovis Lascosque falou da legislação como entrave ao desenvolvimento do mercado externo brasileiro. "Temos que ter celeridade para dar a resposta de que a sociedade precisa. Nessa velocidade de crescimento, será difícil em dez anos crescer", destacou. Willem Manteli também vê de forma negativa a burocracia brasileira. Ele afirmou que é preciso dar mais dinamismo às Docas, sugerindo como solução a privatização destas e das autarquias. “A máquina estatal coloca algemas na atividade portuária”, completou.
Feaduaneiros

Uma comitiva composta de representantes dos Sindicatos filiados a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros esteve prestigiou o stand da CNC-SEXC-SENAC-FEADUANEIROS, participando ativamente dos debates que se discorreram durante os dois dias do evento.

SENAC recebe prêmio de comércio exterior

Atuação do Senac é reconhecida com prêmio de comércio exterior


Crédito: Carolina Braga/Ascom CNC
O trabalho de qualificação profissional realizado pelo Senac obteve no dia 19 de agosto, durante o Encontro de Comércio Exterior (Enaex 2015), um importante reconhecimento. A entidade recebeu o Prêmio Destaque de Comércio Exterior, na categoria Apoio ao Comércio Exterior, conferido de forma conjunta pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O prêmio tem como objetivo homenagear as empresas e instituições que se destacaram por sua atuação no comércio internacional, bem como por iniciativas reconhecidas como de relevante significado no apoio ao comércio exterior de mercadorias e serviços.
Representando o Senac, o diretor de Integração com o Mercado, Jacinto Corrêa, recebeu o prêmio das mãos do presidente da AEB, José Augusto de Castro.
Na justificativa para a concessão do prêmio, a AEB observou que o Senac “é referência na educação profissional para o setor do comércio de bens, serviços e turismo”. Para atender às demandas das atividades de comércio exterior e logística, a instituição oferece desde cursos de formação inicial e continuada, técnicos, até nível superior em graduação e pós-graduação. Além disso, o Senac oferece um variado portfólio na área de gestão, que contribui para a formação de especialistas para atuar em empresas prestadoras de serviços e operadores logísticos de comércio externo.
“Este prêmio é o resultado de um trabalho contínuo com foco no setor do comércio de bens, serviços e turismo”, afirmou Jacinto Corrêa. “O Senac estará sempre de portas abertas para todos os brasileiros que buscam educação profissional e seguirá contribuindo para o desenvolvimento do comércio e do País.”

Colaboração: ASCOM CNC/SESC/SENAC
Créditos: Carla Zigon - fotografia

 

Notícias