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22/06/2007 - Infraero planeja integração de São José dos Campos, Guarulhos e Viracopos

Corredor de Exportação visa diminuir a capacidade ociosa de São José dos Campos, que apesar de ter terminal alfandegado, não opera vôos de carga. Com o novo sistema, o usuário vai poder despachar carga em qualquer um dos três aeroportos.

O Corredor de Exportação é a proposta de integração dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e São José dos Campos que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) está discutindo com a comunidade do Vale do Paraíba para a melhor utilização do modal aéreo no estado de São Paulo. A idéia é deixar de visualizar as três unidades aeroportuárias como independentes e passar a encarar como um sistema integrado, com três alternativas de embarque. O projeto também é uma medida para diminuir a capacidade ociosa do aeroporto de São José dos Campos, que apesar de ter uma infra-estrutura de terminal de carga alfandegado mas, não opera vôos de carga. O programa deve estar sendo lançado de forma pública até o final de setembro, começo de outubro.

Se um empresário tem uma indústria em Campinas e quer embarcar um produto para exportação em Viracopos, mas não tem vôos, atualmente ele tem que se dirigir até Guarulhos. Com o novo sistema, ele vai poder despachar a carga no aeroporto local, que a carga será embarcada em Guarulhos sem trâmites adicionais. A mesma situação acontece em São José dos Campos, que passa a ser uma porta de saída para cargas que estejam disponíveis na região. A conexão será feita através da operação de trânsito aduaneiro, já que o aeroporto conta com uma unidade da Receita Federal e da Infraero.

"Os três aeroportos são administrados pela Infraero, podem operar carga e formam um triângulo aeroportuário. São servidos por excelentes rodovias e estão dentro da jurisdição da oitava seção da Receita Federal. Algumas características em comum justificam o aproveitamento integrado", disse o gerente de logistica da Infraero da regional Sudeste, Carlos Alberto Alcântara.

Em Guarulhos, o forte é no trânsito de passageiros, com as encomendas de carga viajando no porão. Já em Viracopos é focado em aviões cargueiros. São José dos Campos, por hora, não tem oferta de vôos, mas conta com uma indústria desenvolvida que demanda o modal aeroviário para a importação de insumos, muitos deles oriundas do mercado internacional. "Queremos oferecer para o mercado a melhor opção do ponto de vista logístico", comentou Alcântara.

O Aeroporto de Guarulhos é responsável por 45% das exportações via aérea do país, enquanto Guarulhos responde por 37%. De janeiro a abril de 2007 foram movimentadas 125 mil toneladas em Guarulhos, ante 135,5 mil toneladas do mesmo período do ano passado. Já em Campinas houve aumento, de 30,33%. No acumulado de 2006 foram 419,84 mil toneladas em Guarulhos e 178,79 mil toneladas em Viracopos.

"Essa alta concentração é por parte da oferta de vôos. Muitas vezes um produto é originado em outro estado, mas é transferido para São Paulo por aqui se concentram os vôos e serviços", disse Alcântara. As principais cargas transportadas são as de alto valor agregado, como a indústria aeronáutica, eletroeletrônicos, telecomunicações, informática e farmacêutica. Outro tradicional cliente é a indústria alimentícia, que tem urgência para despachar produtos perecíveis como frutas e carnes. O setor de autopeças também tem uma demanda fixa.

VANTAGENS - Entre as vantagens do Corredor de Exportação, o gerente de logística citou a facilidade de fiscalização, já que a medida aproxima as empresas da autoridades. Outro ponto importante é que a demanda de carga nos três aeroportos fica mais equilibrada, diminuindo os tradicionais congestionamentos de veículos nas docas de embarque em Viracopos e Guarulhos. "Esperamos uma melhor distribuição da demanda existente, que sobrecarregue menos no horário de pico, além de um atendimento mais apropriado. Não esperamos, num primeiro momento, um aumento da demanda, já que o serviço aeroportuário reflete a demanda do mercado", garantiu Alcântara.

O terceiro ponto positivo é a medição da demanda de serviços do aeroporto de São José dos Campos, que dispõe de um terminal de carga há oito anos. "Vamos ter uma visão mais concreta de qual é a viabilidade de ter vôos no aeroporto", comentou Alcântara. A estutura de pessoal também é melhor utilizada com o advento do sistema.

Segundo ele, é difícil para um operador logístico colocar o avião no aeroporto de São José dos Campos e encontrar demanda de imediato. Então a essência do projeto é disponibilizar inicialmente uma oferta de serviços de trânsito aduaneiro. Para isso, foi preciso investir em infra-estrutura para adequar a exigência da Receita Federal, colocando em operação aplicativos integrados ao Siscomex e Mantra e ao Tecaplus, da Infraero. "Já instalamos as ferramentas que atraíssem o mercado para utilizar o aeroporto, agora estamos esperando a resposta do mercado, para saber se a infra-estutura vai continuar ociosa ou não. É a manifestação das empresas da região se é interessante ou não usar a retroárea nessas condições", revelou Alcântara.

Essa tarefa de envolver o mercado deve demorar, segundo cálculos do gerente de logística, de dois a três meses. Ele explicou que quem se adequar a esse projeto vai ter vantagens no despacho de cargas, o tempo máximo vai ser de duas horas a partir do momento em que a mercadoria chega ao aeroporto de embarque. "Se não tiver integrado ao sistema, vai ser um usuário qualquer e não vai poder usar esse corredor privilegiado. Se a carga chegar em São José dos Campos até as 14 horas, o cliente tem a garantia de que vai estar sendo liberada até as 21 horas em Guarulhos ou Campinas", certificou Alcântara.

Sobre a ampliação de rotas aéreas, Alcântara é reticente. Avaliou que vai depender da análise do momento econômico, do perfil das empresas de carga e dos cliente. "É possível que haja a introdução de novas linha se São José dos Campos se viabilizar para operação direta", finalizou.

Por Wendel Martins - Florianópolis

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